Esse sentimento chamo ódio

Quem nunca teve? Quem nunca vai ter?

Nesses últimos tempos passei por uma gama de diferentes sentimentos, de tristeza, a raiva, a angústia e a momentos de euforia. E cada situação é diferente e cada sentimento traz sensações diferentes. Mas uma em especial foi forte hoje: ódio. Hoje consegui entender e enfrentar ele. Olhei nos olhos do ódio e disse: ok, te perdoo.

Compreendi com uma profundidade aquele dito popular: ódio é um veneno que você toma esperando que o outro morra. Eu estava me matando, e achando que assim era mais fácil viver com as situações que me angustiavam, esperava assim superar de forma mais fácil tudo. Mas alimentar raiva e ódio só faz o contrário, faz tu entrar num ciclo sem fim de sentimentos hostis e angustiantes, reviver num looping sem fim de todos aqueles sentimentos e a situação que te geraram esse ódio. Não termina a dor, não termina a angústia, não encerra as situações. Só te envenena mais.

Todo dia eu me perguntava ansiosamente, como sair desse ciclo sufocante? Sozinha não conseguia olhar pra fora. E hoje, enfrentei ele, com uma grande ajuda, porque precisamos de ajuda e não tem nada de errado com isso. Claro, que eu esperava uma solução mágica e rápida, porque a final psicológicos possuem mil técnicas incríveis e mágicas para situações difíceis. Mas a única solução concreta e eficaz é tu conversar com isso e olhar onde dói, e porque dói. Depois perdoar. É um passo gigante, não é fácil, mas necessário. O perdoar é agradecer ter vivido aquela situação e reconhecer o que aprendemos com isso. Ahhh, porque a gente sempre aprende. Só não sabemos ver. Então, o próximo passo é resignificar o que aquela situação representa pra ti, porque, na verdade, sofremos por nossas projeções, não só pelas situações em si.

Não é mágico, é um exercício diário de escolha. Escolher como quero me sentir, escolher quem eu quero ser hoje. Escolher ser leve, ser feliz.

O outra máxima popular que começo a acreditar de verdade é: o tempo, só o tempo cura.

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